3 de mai de 2013

Ana quer amar!


"[...]E nos encontrávamos ali, as melhores conversas, os risos mais bonitos, o silêncio mais aconchegante, o olhar mais bonito". Foi então que Ana começou a se questionar:" porque não, não dar uma chance para o amor?", já que fazia algum tempo que não se sentia assim, tão bem, tão feliz, e toda vez que o encontrava vinha de novo a sensação, que todo apaixonado já sentiu, aquele frio na barriga, aquela emoção, sem contar que os seus pensamentos eram ocupados na maior parte do dia pela imagem dele, cena típica de quem está amando.
Os dias foram se passando, os diálogos aumentando, um foi descobrindo o outro, mas ninguém falava nada. E ela cada dia mais envolvida, no entanto, era cedo demais para falar alguma coisa. Certo dia, os dois cruzaram-se na rua, o encontro de olhares foi digno de uma cena de filme, e simultaneamente a troca de olhares, sorrisos tímidos, porém sinceros. 
Entre encontros e desencontros, esse amor, que parecia pequeno, no entanto, a menor parcela dele acabara com todo tipo de tristeza e desanimo que os abatia, só crescia, e seus amigos já começavam a perceber, logo, as brincadeiras, piadinhas, eram inevitáveis, mas conseguiam lidar da forma mais natural possível.
Por obra do destino, Ana percebeu que aquilo que pensava e sentia, não era o mesmo que sua paixão platônica, sim, platônica justamente por isso, bem como, os risos e as conversas, eram normais, no entanto, sua imaginação, a fizera pensar que havia algo mais, não a culpo nisso, seu coração devia estar precisando de alguém, afinal, todos precisam de uma pessoa para compartilhar experiências, histórias e carinhos, logo todos estamos suscetíveis ao mesmo erro. 
O tempo agora não parece mais tão alegre, é hora de continuar caminhando mas de forma regressa, Ana terá que desfazer, descer degrau por degrau, de uma escada cujo destino tanto desejava, tentar não depender mais das conversas para sorrir, do "boa noite" para então ir dormir, ou mesmo daquela ligação inesperada, só para falar "oi", o maior pesado tornou-se real, há tempos ela tentava não se entregar assim, justamente pelo receio de iludir-se novamente, mas por carência, ou mesmo, por vontade de amar, acabou entregando seu coração em algo que não deu em nada. Ele já amava outra, e Ana, continuaria só.
A garota que até então era doce e gentil, que tinha receios em criar expectativas, por medo de abandonar sonhos e acabar em frustração, o que outrora aconteceu, o que fizera dela uma pessoa cética quanto ao amor, e agora, já não sei se a porta está aberta, o que antes eram poesias, agora tornou-se magoa, e a esperança de ter um amor só seu, agora, são apenas lágrimas. Embora queira ela amar, o seu medo tornou-se maior que a vontade.

por: Martina Alencar e Neineres Teixeira

Um comentário :

  1. Martina com seus textos incríveis, o texto mostra o que o autor é, tem um grande futuro, essa linda e excepcional escritora.

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