13 de mar de 2013

Cap. V: Primeiro dia de aula!



Cheguei ali, meia perdida, por não saber os métodos de funcionamento, era tudo muito novo, então, me restava observar, fiquei na frente da escola, já que os portões, infelizmente, ainda estavam fechados. Eu olhava para um lado e para o outro e não reconhecia ninguém, parece que procurava algum escape, mas, não conseguia nada, e era isso, eu tinha que enfrentar. Alguns segundos depois, se aproxima uma garota, que logo percebi que assim como eu também estava perdida, foi então que começamos a conversar...


Conversa vai, conversa vem, os portões abrem,( e depois desse dia nunca mais conversei com essa garota, só sabia que ele estava dois anos a minha frente, eu entrara no primeiro ano do ensino médio). Agora a ansiedade era outra, em que sala irei parar e com quem?!


Mas, antes que pudéssemos ir procurar as salas, uma voz no microfone, era a do então diretor, nos saudava com uma calorosa “boas-vindas”, e em seguida, ordenava que fizéssemos filas, para, como todo inicio de ano, cantarmos o hino da cidade e o hino nacional, feito isto, foram dadas as informações, confesso que não escutei nada, tudo era muito novo, preferi ficar olhando aquelas pessoas, até o momento, tão estranhas a mim, só voltei minha atenção quando escutei “as salas dos primeiros anos para cá, as dos segundos para lá e as dos terceiros anos, para este lado, dito isto, estão liberados”.


Um amontoado de gente, cruzando de um lado para o outro, e eu, tentando não tropeçar em ninguém, começava a me dirigir em busca da “tal sala”, todas elas tinham uma lista de pessoas, por volta de 40 alunos (escola pública, sabe como é a questão de lotação, pois é), comecei a ler a lista do 1º “A”, nada, fui para a do 1º “B”, nada, segui, 1º “C”, comecei a ler a lista, e lá estava meu nome, nessa hora confesso que respirei mais aliviada, entrei na sala, percebi que a maioria já estava ali, todos se cumprimentando, conversando, avistei uma cadeira no fundo da sala, já que estavam organizadas em forma de “circulo”, e me dirigi a ela, querendo não chamar muita atenção, mas como era novata, era impossível, observei aqueles olhares, que com certeza vinham juntos com a pergunta “quem é ela?”, e me sentei...




Capítulos anteriores:
Cap. IV: A estrada! 


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