5 de nov de 2012

Cap. II: Arrumando a mala!



As férias estão acabando, falta menos de uma semana, e se aproxima o dia da viagem, é hora de começar a se organizar, vamos “fazer” a mala, e o primeiro passo é compra –lá , óbvio, como poderei arrumar algo se nem ao menos tinha uma...

Pensemos comigo, que tamanho seria ideal para uma garota levar todas as suas roupas, sandálias e demais acessórios? E vocês sabem a dificuldade que é para as mulheres, mesmo em uma viagem de curta duração, arrumar a mala, sempre falta alguma coisa, e olha que a levamos estourando, quem nunca sentou em cima tentando fecha-la não sabe o que é emoção (rsrs), logo, a dúvida, que tamanho comprar? Optei pela maior na cor rosa, parecia perfeita para a ocasião.

E todas essas teorias e dicas de “como arrumar a mala” não deram muito certo, como pode uma mala grande daquelas não caber tudo que eu queria levar? Me senti um tanto triste, como pode dentro dela não caber minha cama, meu quarto, minha estante, meu computador, meus pais, minha irmã ?! Decepcionante isso! Brincadeiras a parte, comecei a encaixar minhas roupas, é encaixar, porque na minha situação, cada espaço seria milimetricamente aproveitado. Mas minha vontade era de levar junto comigo tudo o que eu queria, na verdade, se eu pudesse tirar minha casa e mudar de local, seria ideal, esse era meu sentimento.

Como pode um objeto tão grande se tornar tão pequeno diante das minhas emoções? Ela realmente não era suficiente para levar tudo que eu queria, tinha que me conformar, afinal, não é sempre que podemos fazer aquilo que queremos. E... Roupa para lá, roupa para cá e meu quarto, nisso tudo, ficava cada vez mais bagunçado, parecia que um furacão tinha passado por ali, era o jeito deixa-lo nessa situação, era o melhor jeito para verificar se estava ali tudo o que eu ia precisar, ou imaginava que iria precisar.

Arrumei-a e quando estava pela metade, me chamaram para o almoço, hora de interromper aquele ritual e cumprir o outro, estava mesmo ficando cansada, e lá fui eu... Na refeição começamos a conversar, como sempre fazíamos, então, entrei em “stand by”, demoraria meses para ver aquela cena se repetir novamente, meses para estar sentada naquela mesa, olhava para o meu pai e minha mãe fixamente, sem que eles percebessem que eu estava neste estado, parecia que meu cérebro queria fotografar aqueles momentos, e era isso que involuntariamente fazia, se alguma pergunta fosse feita naquele instante, certamente perceberiam que eu não estava presente, não por mal, mas queria guardar tudo nos mínimos detalhes, cada sorriso, cada olhar, por mais que quisesse falar algo, não conseguia, alguma coisa não me permitia, talvez à timidez ou o medo de não querer preocupa-los, e por mais que minha vontade fosse de parar de pensar nessa viagem por algum tempo, a lembrança das roupas espalhadas no quarto e a mala em cima da cama não me autorizavam.

O almoço acabou e fui esperar um pouco para terminar de arrumar a mala, aproveitei para verificar se já estava tudo no chão do meu quarto e me certificar que não faltava nada. E realmente, estava tudo ok, em poucos minutos ela estaria pronta, e era apenas aguardar o dia da viagem.

Vocês podem conferir o Cap I aqui: É hora de mudar!

  

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